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Prefeito oferece dinheiro a vereadores por apoio.

O prefeito interino de Tracuateua, Nelson Pinheiro (PTdoB), foi denunciado ao Ministério Público por três vereadores, acusado de tentar comprar votos para se reeleger presidente da Câmara de Vereadores e, consequentemente, assumir pelo segundo ano a prefeitura local. Pinheiro é candidato a prefeito em eleição suplementar que ocorrerá dia 3 de abril em Tracuateua. O episódio já está sendo conhecido no município como o “mensalinho de Tracuateua”, em que o prefeito interino ofereceu R$ 5 mil para cada vereador em troca da reeleição na Câmara, além de distribuição de combustível.


O município está sem prefeito titular desde 1º janeiro de 2009, já que o candidato eleito em 2008, Jonas Barros (PMDB), foi impedido pela Justiça Eleitoral de assumir o cargo, pois teve o registro eleitoral indeferido. Desde então, o município vem sendo administrado pelo presidente da Câmara de Vereadores.

Desde a cassação do registro de Jonas Barros, Tracuateua enfrenta instabilidade política que preocupa a população. O município, além de não ter prefeito permanente, também não conta com delegado, juiz nem promotor de Justiça titulares. Toda a estrutura judiciária e policial local é vinculada a Bragança, município vizinho.
A tentativa de extorsão foi gravada pelos próprios vereadores e também denunciada por eles ao procurador regional eleitoral Daniel Avelino. Os vereadores Maria da Glória Silveira Silva (PMDB), Augusto Carlos Silva do Nascimento (PP) e Fábio Chagas Melo de Souza (PTdoB) entregaram cópia da gravação e impetraram representação contra Nelson Pinheiro com pedido de abertura de investigação judicial eleitoral.

Os vereadores solicitaram na ação que o Ministério Público realize plantão permanente para que Nelson Pinheiro não se utilize da máquina municipal para fazer campanha.
Ontem pela manhã, o grupo representou contra Nelson Pinheiro na Promotoria Eleitoral no município de Bragança, comarca responsável também por Tracuateua.


Além de Pinheiro, três candidatos disputarão a eleição em Tracuateua: Aloísio Barros (PDT), Hugo Armando (PSDB) e Dr. Tamariz (PMDB). Localizado no nordeste paraense, Tracuateua tem quase 30 mil habitantes e 19.561 eleitores.
Serão utilizadas 100 urnas eletrônicas na eleição suplementar. O custo do novo pleito será de R$ 69.7 mil. A previsão é que o resultado da eleição seja anunciado no mesmo dia, de acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA). publicado por vtxnews às 11h48min.


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Lanzetta propôs espionagem contra Serra, diz ex-delegado

http://genesis.brasilportais.com.br/webroot/img/arquivos/image/18_MHG_lula-dilma.jpgO ex-delegado da Polícia Federal Onézimo Sousa afirmou nesta quinta-feira (17), em entrevista após um depoimento em uma comissão do Congresso Nacional, que o jornalista Luiz Lanzetta, que trabalhava na campanha de Dilma Rousseff (PT), foi quem propôs espionar o candidato do PSDB, José Serra. Lanzetta deixou a campanha do PT depois que o caso veio à tona.
O advogado Antonio dos Santos Júnior, que diz defender o jornalista, afirmou que o depoimento foi “confuso” e “genérico” e que Lanzetta processará Onézimo.

Na entrevista, o ex-delegado afirmou que Lanzetta fez a proposta para que ele investigasse “tudo” sobre o candidato tucano. Também seriam alvo da investigação, segundo ele, o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e integrantes do próprio comitê de Dilma, como o deputado estadual Rui Falcão (SP).
“Quem falou foi o que se apresentou como líder do comitê, o que naquela reunião se apresentava como líder. Foi o Lanzetta”, afirmou Onézimo.
Ele disse ainda que ficou subentendido que a proposta incluía quebra de informações sigilosas. “Quando se pede a uma pessoa ‘eu quero saber tudo’, ora, eu não tenho o dom da espiritualidade. Só se obtém isso através do meio que se sabe perfeitamente qual é. Seriam levantamentos de dados protegidos sob sigilo sobre determinadas pessoas. Não aceitei fazer porque não é compatível com princípios legais”.

Onézimo afirma que a negociação sobre a primeira parte do serviço, que incluía investigação sobre supostos vazamentos de informações da campanha de Dilma e proteção da casa onde funcionava o comitê, foi feita antes da proposta de espionagem. Seria esta primeira parte do serviço que teria o valor mensal de R$ 160 mil, em dez parcelas, como pagamento. O ex-delegado afirmou que a reunião teria acontecido entre abril e maio. Ele não explicou porque o contrato seria de dez meses já que a campanha acaba em outubro.
De acordo com o ex-delegado, o empresário Benedito de Oliveira Neto, chamado de Bené, seria o responsável pelo pagamento de seus serviços. Também estavam presentes à reunião o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que teria dito ter dois “tiros” contra Serra, e o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Martins de Araújo, que teria convidado Onézimo para o encontro. O ex-delegado disse não ter tido mais contato com nenhum deles após a reunião.
O advogado Antonio dos Santos Júnior acompanhou o depoimento de Onézimo no Congresso. Ele, que diz defender Lanzetta, criticou o depoimento do ex-delegado. “O depoimento foi confuso e genérico. Ele falou muitas inverdades e será acionado judicialmente pelas inverdades que está dizendo”.

Procurado pelo G1, Lanzetta disse estar fora do país e que "não tem um relato [do que o Onézimo falou] para poder comentar". "Falei só com o meu advogado. E o que tem que ser dito o meu advogado já disse", afirmou.
Onézimo não confirmou se gravou a reunião em que teria sido feita a proposta de espionagem. Ele afirmou apenas que, “se tivesse a gravação”, o momento certo de usar seria em processos que poderá responder na Justiça sobre o caso.
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